SHAR PEI
História da Raça
O Shar Pei é uma raça originária da China antiga, e quase entrou em extinção na década de 80. Ele chegou a ser citado no Guiness Book como o cão mais raro do mundo. A partir daí, iniciou-se um trabalho para a preservação da raça.
Ainda hoje, não é tão comum encontrar Shar Peis passeando por aí. Muitas pessoas também não conhecem a raça pelo nome; entretanto, quem nunca ouviu falar do Xuxo, cachorro da Xuxa em meados da década de 80? Ele era um Shar Pei.
Na China antiga, o Shar Pei era utilizado como cão de rinhas e combates - por causa de seu corpo enrugado e valentia diante de outros cães.
A partir de 1949, com a revolução comunista de Mao Tse Tung, a criação de cães como animais domésticos foi proibida, e só era permitida a utilização de cães que comprovadamente ajudassem o homem (caçando, por exemplo). Os outros eram abatidos e destinados à alimentação da população.
Muitas características originais da raça foram perdidas, pois os cruzamentos consanguíneos foram frequentes em virtude da pequena quantidade de exemplares disponíveis para cruzamento. Em 1981, o FCI estabeleceu o primeiro padrão para a raça, com características diferentes do padrao original.
Visando recuperar as características originais da raça, vários criadores chineses preocupados com a situação vigente na época fundaram o Hong Kong Sharpei Club. O objetivo do clube era conscientizar as pessoas de como deveria ser um bom exemplar.
Em 1988, o clube lançava o novo padrão da raça, que estabelecia características físicas originais do Shar Pei. Em 1994, a FCI adotou este novo padrão. Vale lembrar que nem todos os países adotam os padrões da FCI; Os Estados Unidos continuam adotando padrão antigo da raça, e não seguem a FCI.
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